Never
Doubt Me 4°
segunda-feira,
7 de dezembro de 2012, 00:18
Eu sei que não deveria escutar a conversa dos outros,
principalmente a da Tia Vy. Mas alguma coisa me dizia que eu deveria escutar.
Victória: Na verdade você pode chegar á uma conclusão?
[...]
Victória: Eu não estou te entendendo.
[...]
Victória: OQUE? Você só pode estar de brincadeira.
[...]
Victória: Mais por que só agora?
[...]
Victória: Ela não iria aceitar.
[...]
Victória: CLARO QUE NÃO!
[...]
Victória: Oque eu iria dizer? Depois de tudo que nos passamos e vivemos só
agora que estar tudo bem se preocupam conosco?
[...]
Victória: Não me liga mais ok? NUNCA MAIS!
Ela colocou o telefone no gancho com força.
Desci as escadas e me aproximei dela.
Julieta: Tia Vy, esta tudo bem?
Victória: Ah Julieta, você acordou querida?-seus olhos
estavam marejados
Julieta: Eu... Ouvi gritos e achei que estava acontecendo
alguma coisa com você!
Victória: Ah me desculpe te acordar! Eu... Só... Só
estava falando no telefone!-disse, percebi que ela estava um pouco nervosa.
Julieta: Ah tá. Mais aconteceu alguma coisa?
Victória: Não... Nada... Bom, eu vou dormir, estou
exausta!-disse dando um beijo na minha testa- Boa Noite!-disse e foi pro seu
quarto
Julieta: Boa noite!
Oque será que teria acontecido?
Subi as escadas e fui pro meu quarto. Guardei meu caderno
de poesias e os meus ôculos e me deitei.
Oque será que aconteceu pra deixar a Tia Vy tão nervosa?
Ela realmente não fica nervosa, ela é uma pessoa bem feliz. Não tem oque reclamar da vida, como ela mesma disse
pra mim.
Em meio aos meus pensamentos acabei dormindo.
[...]
Acordei, era 11:23 foi a primeira vez que eu acordei tão
tarde assim, eu sempre acordo 10 ou menos. Talvez foi por aquele assunto da Tia
Vy de madrugada que me deixou cansada.
Me levantei fui no banheiro, fiz minha higiene, limpei
meu ôculos e fiz um coque no cabelo. Fui lá pra baixo e não tinha ninguém com
certeza a tia Vy foi trabalhar.
Fui pra cozinha e não sabia se fazia o almoço ou o café
da manhã.
Vou fazer logo o almoço. Decidi fazer lasanha, com arroz
e frango a parmegiana.
Coloquei a lasanha pra descongelar e coloquei a água
fervendo pro arroz.
Ouvi a campainha tocar e fui atender, era o carteiro Bob.
Ninguém sabe qual é o nome dele então todo mundo chama ele de carteiro Bob.
Julieta: Bom dia Bob!
Bob: Quase pra dar Boa Tarde!
Julieta: Hahaha sim! Cartas pra mim?
Bob: Não pra sua tia!
Julieta: Minha tia? Ela nunca recebeu uma carta!
Bob: A e... Sua revista semanal!
Julieta: Ok, obrigado- peguei a revista e a carta.
Bob: Tenha uma boa tarde!
Julieta: Pra você também.- fechei a porta e sentei no
sofá e coloquei revista do meu lado e
olhei a carta. Ela era diferente... Não era uma carta que se manda de estado
pra estado. Era uma carta de país pra país.- Stratford...Canadá!- a Tia Vy
tinha recebido uma carta internacional de uma pessoa... Chamada...- Jennifer
Luiza Barker!
[...]
Eu estava andando de um lado para o outro, Jennifer Luiza
BARKER! Meu sobrenome. Será que é a minha mãe? Ou será que é alguma parente
minha? Mas que mora no Canadá? Não temos quase nenhum parente pelo Rio de
Janeiro imagine pelo Canadá!
Ouvir um barulho tipo um gritinho. Lembrei da água do
forno.
Corri pra cozinha e desliguei o fogão.
Sentei na bancada da cozinha e coloquei minhas mãos na
cabeça. Será mesmo que é da minha mãe? Ou será de outra pessoa? Se ao menos eu
soubesse o nome da minha mãe eu saberia se a carta é dela.
[...]
Eu estava deitada na minha cama olhando pro teto.
Será mesmo que é da minha mãe? A Tia Vy nunca recebeu uma
carta dessa mulher... Que eu saiba.
Hoje eu não havia almoçado, mas não estou com fome. Só
estou pensando se aquela carta era da minha mãe. Seria possível ? Talvez eu pare
de pensar que seja da minha mãe, estaria ela morta? Ou viva? Não sei, esse
assunto aqui em casa não era muito bem vindo. Eu so perguntei pela minha mãe
quando eu tinha 6 anos, porque vi umas meninas saindo com as suas mães e
zombando de mim.
Flashback
On*
“Lá
estava eu na porta do colégio, esperando a Tia Vy chegar. Eu estava sentada em
um banco sozinha, a Eduarda já havia indo embora. Só estava eu e umas meninas
de uma série acima do que eu.
X.X.X.X:
Hey! Pirralha!- disse uma das meninas do grupo- Eu estou falando com você desengonçada!- logo
ouvi umas risadas- Ta sozinha?-procurei não olhar pra elas enquanto minhas
lágrimas insistiam em sair- Ownn, que pena, a garotinha não tem mãe!-disse e as
ouvi chegado perto de mim, umas delas levantou meu rosto
X.X.x.x:
Veja só! Ela esta chorando! Se preocupa não, sua mãe deve estar conversando com
Deus agora.
Julieta:
Minha mãe não morreu!
Elas
deram risada.
X.X.x.X:
Então por que ela nunca veio em uma reunião de pais e nunca te busca?
Julieta:
Porque ela tem trabalho!
X.X.X.X:
Ahã, eu sei que você mora com a sua tia e eu nunca vi a sua mãe!- não podia
dizer que minha mãe estava viva, ela era minha vizinha e realmente nunca viu
minha mãe.- Viu... Você sabe que é verdade...- elas deram risadas- E... olhe
só... MINHA mãe chegou!-disse olhando pra trás e depois pra mim- Tchauzinho,
quando você morrer poderá ver a sua mãe, ai nos conversa... Perai... Não vai
dar!- disse e saiu rebolando, e as outras meninas rindo de mim.
Logo
vi a Tia Vy me esperando e corri em direção a ela.
Tia
Vy: Oii Juliee!- disse me pegando no colo
Julieta:
Oiii...Quem é a minha mãe tia?”
Flashback
Off*
Naquele dia a Tia Vy não me respondeu.
“Jéssica”... Era o nome da líder do grupo, a mais popular
do colégio. Todas as meninas queriam ser ela. Menos eu. Eu queria ser amiga
dela, apenas. Jéssica era a menina mais popular do colégio, até seus pais
decidirem morar fora do país e ai foi. Até hoje estudo nesse mesmo colégio como
11 anos atrás. E as meninas populares de hoje são as meninas do grupo da
Jéssica, mas em 11 anos tudo muda, então já são outras meninas.
Ouvi batidas na minha porta, e meu coração disparou.
Com certeza é a Tia Vy, eu não quero falar com ela. Meu
rosto estar meio inchado e eu vou acabar falando oque não devo.
Continua...
(desculpem se ficou pequeno, me desculpem mesmo. Mas é que a minha internet ta muito ruim.
Talvez eu ainda post hoje.
Bjs)

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